21/07/2010
FABRICANTES NACIONAIS CRIAM GRUPO COM FOCO NO PNBL
Fabricantes nacionais de telecom criam o GENTE - Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia, com foco no PNBL
São Paulo, julho de 2010 -Diante da perspectiva de crescimento do mercado de banda larga brasileiro, especialmente após o lançamento pelo governo do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), Foi criado o GENTE - Grupo de Empresas Nacionais de Tecnologia, formado por empresas brasileiras fornecedoras de soluções para o mercado de telecom. As empresas participantes do GENTE são: Parks, Gigacom, CPQD, ASGA, WXBR, Datacom, Trópico, Icatel, Padtec e Digitel.
O objetivo do GENTE é de prover ao governo uma solução tecnológica brasileira com competitividade global, que permita o fornecimento de hardware e software, implantando e operando a rede do PNBL de forma eficiente, para fomentar o desenvolvimento de tecnologia nacional em TIC e promover inovações na área de serviços de banda larga, com produtos de alto valor agregado.
Outro benefício que o GENTE propõe é a geração de empregos altamente qualificados e a retenção dos talentos no país, permitindo a colaboração mútua entre as empresas, universidades e centros de pesquisa, para obter ganhos de produtividade dentro do conceito de Arranjo Produtivo Local (APL).
Segundo Roque Versolato, Coordenador do GENTE, representante da Associação Brasileira das Empresas de Desenvolvimento Tecnológico de Telecomunicações (ABTec) e participante do Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID), “o pleito das empresas formadoras do GENTE para o fornecimento de equipamentos voltados às necessidades do PNBL, proporcionará ao governo facilidades importantes para o sucesso do projeto, pois trata-se da união de empresas brasileiras com alto nível tecnológico, que investem, ao ano, mais de 150 milhões de reais em pesquisa e desenvolvimento, que representam em média 20% de seus faturamentos, investimentos que ultrapassam os valores obrigatórios pela Lei de Informática”.
A rede do PNBL atenderá, além da população, órgãos do Governo Federal, tais como SERPRO, Caixa Federal, INSS e outros. Sendo assim, circulará pela rede informações sigilosas do cidadão, que se encontram nesses órgãos. A tecnologia a ser fornecida pelas empresas do GENTE será robusta, aberta e com domínio tecnológico nacional, de forma a inibir ataques, quedas e vulnerabilidades. Somente tecnologias desenvolvidas localmente podem garantir esta segurança.
“De que adianta termos um ótimo projeto de rede banda larga para o país, trafegando muitas vezes informações sigilosas nas conexões de órgãos do próprio governo e não ser desenvolvido por empresas brasileiras”, completa Versolato.
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